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Obras
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Obras de Malba Tahan
Júlio César escreveu ao longo de sua vida cerca de 120 livros de matemática recreativa, didática da matemática, história da matemática e ficção infanto-juvenil, tendo publicado com seu nome verdadeiro ou sob pseudônimo. Abaixo, uma listacom todas suas obras:
Título | Ano | Descrição |
| Alma do oriente | 1936 | Contos orientais. Notas curiosas sobre a vida árabe e os nômades do deserto. |
| Amor de beduíno | 1929 | Contos orientais. Prefácio do saudoso Prof. Jean Achar. Capa do professor Chamberland. Os contos foram incluídos em outros livros. É obra muito rara. |
| A pequenina luz azul | S. D. | Conto infanto-juvenil de origem árabe. |
| A sombra do arco-íris I | 1941 | Obra em três volumes, com prefácio do autor. Novela oriental para adolescentes, na qual foram incluídos 870 poetas brasileiros e mais de 100 poetas estrangeiros. Figuram no livro os versos mais famosos da língua portuguesa. É uma obra única na literatura universal e vale como uma perfeita mensagem de beleza e amor. Apresenta um glossário de termos árabes e persas, de autoria do professor Ragy Basile, que pertenceu à Academia Brasileira de Filosofia |
| A sombra do arco-íris II | S. D. | |
| A sombra do arco-íris III | S. D. | |
| Aventuras do rei Baribê | 1954 | Romance oriental infanto-juvenil. Com ilustrações de Solon Botelho, Renato Silva e Calmon Barreto. Nesse livro foi incluída a famosa lenda sobre a origem da palavra xibolete. |
| Caixa do futuro | 1958 | Novela infantil. Com ilustrações de Calmon Barreto. Nesse curioso romance aparece um país chamado Brenan, onde tudo é brenan. |
| Céu de Allah | 1927 | Contos orientais. Ilustrações de Solon Botelho, Renato Silva e M. Constantino. Figuram nesse livro, além de vários outros, três contos famosos: “O livro do destino”, “Os três homens iguais” e “O mendigo das moedas de ouro”. Menção honrosa da ABI. Figuram nesse livro os mais famosos contos orientais. |
| Contos de Malba Tahan | 1925 | Prefácio do autor. Ilustrações de M. Constantino e Belmonte. Com esse livro iniciou Malba Tahan a sua carreira literária. |
| Iazul | 1970 | Seleção dos mais curiosos e atraentes contos orientais. |
| Lendas do bom rabi | 1951 | Seleção de contos. |
| Lendas do céu e da terra | 1933 | Lendas cristãs. Prefácio do autor. Livro aprovado pela igreja católica. Ilustrações de Acquarone. Eis como o livro foi julgado pelo padre Lemos: “Constitui esse livro uma antologia notável, ricamente ilustrada, que contem cerca de 180 das mais lindas lendas cristãs. As lendas são seguidas de preces, pequenas poesias e ensinamentos dos grandes doutores da Igreja.” Foram incluídos trechos admiráveis de mais de duzentos autores católicos. Alguns trechos desse livro já foram citados por ilustres e brilhantes pregadores brasileiros. Adotado como livro de leitura em muitos colégios religiosos do Brasil. |
| Lendas do deserto | 1929 | Contos orientais. Prefácio de Olegário Mariano. Ilustrações de H. Cavalleiro. |
| Lendas do oásis | 1933 | Contos orientais. Procedimentos de uma biografia de Malba Tahan. |
| Lendas do povo de deus | 1943 | Contos yidsches. Preces, lendas, parábolas e alegorias israelitas extraídas do Talmude, da Bíblia, de livros santos e das principais antologias judaicas. Cada trecho é acompanhado de uma nota sobre as fontes de onde o aludido foi colhido. No final do livro, foi incluído um vocabulário cuja finalidade é esclarecer sobre todos os termos e símbolos que são citados no livro. Figuram nessa obra lendas judaicas e algumas parábolas de Jesus. |
| Maktub | 1935 | Lendas orientais. Com uma carta-prefácio do General Turco Khara Ulugberg. |
| Mil Histórias Sem Fim I | 1931 | Prefácio de Humberto de Campos. Ilustrações de Solon Botelho e Renato Silva. |
| Mil Histórias Sem Fim II | 1931 | |
| Minha vida querida | 1951 | Precedido do artigo Radia! Radia! (O Poeta das três Recusas) e biografia de Malba Tahan. Ilustrações de Calmon Barreto. |
| Novas Lendas do Deserto | 1937 | Contos orientais. Prefácio de Olegário Mariano. Os contos que figuram neste livro passaram para outros do mesmo autor. |
| Novas Lendas Orientais | 1959 | Com dedicatória em árabe, pelo Prof. Ragy Basile. Ilustrações de Ramon Llampayas. Figuram nesse livro, as lendas mais curiosas do Oriente: “A Primeira Rúpia”, “Treze, Sexta Feira”, “Uma Aventura de amor no Reino do Sião”, etc... |
| O Homem que Calculava | 1938 | Aventuras de um singular calculista persa. Prefácio do autor. Ilustrações de Felicitas Barreto e Solon Botelho. Desenhos geométricos de Horácio Rubens. Esse livro, já traduzido para o Inglês e para o Espanhol, é um dos livros mais conhecidos no Brasil. Apresenta na parte final uma Apêndice no qual são analisados e esclarecidos os principais problemas que surgem no enredo da novela. Além do Apêndice, o leitor encontra notável glossário das principais palavras, expressões, alegorias, etc... de origem persa, árabe ou indú. |
| O Livro de Aladim | 1943 | Contos orientais, contendo várias notas sobre o Islam. |
| O Rabi, o Cocheiro e os Anjos de Deus. | S. D. | Contos idsche, para adolescentes, e adultos. |
| Os Sonhos do Lenhador | S. D. | Conto chinês. Como pode um juiz fazer justiça equiparando a realidade ao sonho. |
| Terceiro Motivo | 1962 | Conto e lendas orientais. Com uma apreciação sobro o mundo Árabe pelo escritor Ministro Mansour Chalita. Prefácio do autor. Esse livro apresenta um glossário dos termos e expressões árabes e persas citados nos diversos contos |
| O Tesouro de Bresa | S.D. | Conto que vem relembrar a velha Babilônia. Tem esse conto por finalidade exaltar o livro e o valor do Saber. |
| Romance do Filho Pródigo | 1967 | Romance baseado na parábola do filho pródigo, que é uma das páginas mais comoventes do Evangelho. Apresenta na parte complementar, a famosa parábola, na versão do Pe. J. Mm Lagrange, traduzida pelo filósofo brasileiro Prof. Jamil El-Jsick, bem como uma síntese cronológica judaico-cristã da autoria do historiador J. B. de Mello e Souza. Enriquecendo essa parte final, traz o livro muitas notas, comentários e curiosidades de autoria de Nelson Vainer e Naumin Aizen. Esse livro contou com a colaboração de escritores católicos, protestantes, israelitas e espíritas. |
| Salim, o Mágico | 1970 | Novela ocorrida durante o califado El-Walid, de Damasco, na qual, mercê de acontecimentos dramáticos de absoluta singularidade, um crente de Allah atinge o apogeu do prestígio e da gloria ocupando os mais altos cargos da corte. |
| Seleções | 1954 | |
| A Equação da Cruz | 1959 | Publicada pelo autor para o III Congresso Brasileiro do Ensino da Matemática. Rio 1959. Apresenta o autor uma equação do 1º grau cuja pintura é uma Cruz |
| A Matemática na Lenda e na História | 1974 | |
| Antologia da Matemática I | 1960 | Com prefácio do autor. Contendo histórias, lendas e fantasias. Paradoxos e curiosidade. Recreações numéricas. Problemas célebres. Astronomia pitoresca. Erros famosos, etc... com muitas notas, pensamentos e ilustrações. Figura nesse livro o famoso conto intitulado No Círculo do Chicote. |
| Antologia da Matemática II | 1961 | Coletânea de curiosidades, biografias contos e fantasias, problemas famosos. Figura nesse livro a biografia de Arquimedes pelo Prof. João Baptista de Mello e Souza e um estudo bastante curioso sobre a estrela mais próxima do sol. |
| As Grandes Fantasias da Matemática | 1945 | A origem dos números. A gloria de um irracional. Divisão Áurea. O problema das abelhas. O profeta, o anti-cristo e a Matemática. Dona Derivada sorriu para você. Curvas curiosas e delirantes, etc... Alguns artigos foram aproveitados em obras posteriores. |
| As Maravilhas da Matemática | 1974 | Com parecer em prefácio do Prof. Jescé Montello professor de Análise Matemática da UFRJ. Estudos das curvas patológicas. Curiosidades Matemáticas. Problemas notáveis. A Matemática das abelhas. Os mártires da Matemática. O paradoxo do infinito. Goethe e a tabuada da feiticeira. A pirâmide humana de Newton. O ponto de ouro. |
| Diabruras da Matemática | 1943 | Problemas curiosos. Sofismas algébricos. Singularidade dos números. Adivinhações matemáticas. Cálculos pitorescos. Recreações geométricas, etc... |
| Dicionário Curioso e Recreativo da Matemática | 1940 | Obra em dois volumes e três fascículos, até à letra “F”. Terminou na letra “E” por causa da deficiência de meios tipográficos (sinais matemáticos). |
| Folclore da Matemática | 1954 | Lendas, Histórias e Curiosidades. Os números nas tradições sertanejas, na linguagem popular, etc... |
| Histórias e Fantasias da Matemática | 1939 | A vida Pitágoras. Origem da geometria. Estudo da reta. O planeta 293. O escândalo da Geometria. A Matemática na vida Militar, etc... Figura nesse livro o famoso conto oriental. Minha Paixão pela Doutora. |
| Matemática Divertida e Curiosa | 1934 | Prefácio do autor. Ilustrações de F. Acquarone. Jogo, recreações e problemas curiosos. Figura nesse livro o famoso problema dos sete navios de Laisant. |
| Matemática Divertida e Delirante | 1962 (3ª ed.) | Prefácio do autor. Problemas curiosos. Erros e disparates. Números cabalísticos. Astronomia pitoresca. Recreações numéricas. Sofismas e paradoxos. Animais calculadores. Lenda e fantasias. |
| Matemática Divertida e Diferente | 1943 | Curiosidades numéricas. Erros e disparates. Anedotas. Problemas curiosos. Números cabalísticos. Epigramas geométricos. Paradoxos, etc... |
| Matemática Divertida e Fabulosa | 1942 | Problemas curiosos. Recreações geométricas. Frases célebres. Erros e disparates. |
| Matemática Divertida e Pitoresca | 1941 | Problemas curiosos. Sofismas algébricos. Recreações geométricas, etc... |
| Matemática Recreativa | 1965 | Prefácio do autor. Fatos e fantasias. Erros e singularidades. Curiosidades sobre as expressões matemáticas. Anedotas famosas. Estudo completo sobre Palindromia. |
| Matemática Suave e Divertida | 1951 | Prefácio do autor. Contos, Histórias e Problemas Curiosos. Recreações e charadas matemáticas. Números singulares. Aritmética divertida. Álgebra pitoresca, etc... |
| Meu Anel de Sete Pedras | 1955 (2ª ed.) | Estudos relacionados com o folclore da Matemática. Adivinhas populares. Unidades pitorescas. Problema da Besta do Apocalipse, etc... |
| Numerologia | 1969 | Prefácio do autor. Sete notáveis preceitos sobre o nome. A numerologia e seu segredo. O número da Besta do Apocalipse. Os números do Apocalipse. Como proceder ao estudo numerológico do nome. |
| O Escândalo de Geometria | 1947 | Estudo elementar das geometrias não-euclidianas, seguindo de um estudo das primeiras nações elementares sobre o conceito da curvatura. |
| O Jogo do Bicho à Luz da Matemática | S.D. | |
| Os Números Governam o Mundo | 1965 | Curiosidades numéricas colhidas no folclore da Matemática. |
| A Arte de Ler e de Contar Histórias | 1957 | Prefácio da Prof. Denise Tavares com a colaboração de duzentos professores gaúchos. Livro de feição rigorosamente didática, com várias fotografias. |
| A Arte de Ser um Perfeito Mau Professor | S.D. | Prefácio do autor. Livro inspirado no sábio preceito de Santo Agostinho: “Condenar com intransigência o pecado, mas tudo fazer para esclarecer e salvar o pecador”. |
| Alegria de Ler | 1955 | Antologia moderna, organizada especialmente para o Curso de Admissão. |
| A Lógica na Matemática | 1966 | Com prefácio do autor. Como definir o conceito. A base lógica da matemática. Regras de Pascal. Definição lógica. O método axiomático. As diversas axiomáticas. As demonstrações em Matemática. A base lógica da Matemática. Com várias notas, gravuras e curiosidades. |
| Antologia do Bom Professor | S.D. | Artigos e comentários de alto interesse para o mestre em geral. Prefácio do autor. Apresenta essa antologia dois prefácios sendo um de Lourenço Filho e outro de Anísio Teixeira. Nessa antologia são citados mais de 300 professores. O famoso educador Lourenço Filho assim se manifestou em relação a essa Antologia: “Ao apresentar esta Antologia, esclarece Malba Tahan que, preocupado com a tarefa de organizá-la, não o move o desejo de citar, apenas autores de renome e pedagogos mundialmente conhecidos. Muitos destes, como explicar, são de professores modestos, nada inexperientes, e que enunciaram conceitos novos ou repensaram as lições dos maiores mestres, dando-lhes forma própria. Isso não retira a estas notas de estudo seu grande valor. Pelo contrário. Em muitos casos, estas páginas põem em confronto e elaboração teórica e pedagógica realmente sentida e vivida nas escolas. Colabora nesse livro, como autora de pequeno capítulo, a Irmã Maria Luiza.” |
| Didática da Matemática | 1957 | Pequena súmula sobre problemas da Didática em Matemática. A Matemática, seu conceito e sua importância. Alguns capítulos foram incluídos em outras obras. |
| Didática da Matemática, Volume 1 | 1961 | Conceito de Matemática. O algebrismo. Métodos obsoletos e Métodos clássicos. Valores da Matemática. Procedimentos didáticos. Métodos clássicos. O método da preleção em Matemática. O método da lição marcada. O método heurístico. |
| Didática da Matemática, Volume 2 | 1962 | O estudo dirigido e semi-dirigido em Matemática. O método do laboratório. O método eclético comum. O jogo de classe em Matemática. As teorias sobre o jogo. Metodologia do jogo de classe. Recreações matemáticas. |
| Estudo elementar das curvas | 1933 | Tese para concurso. Prefácio do autor. Nesse livro foram estudadas curvas definidas por equações moduladas. Esse livro mereceu alto elogio do Prof. Sodre da Gama. |
| Funções Moduladas | 1933 | Representação cartesiana das funções moduladas. Primeiras noções. Estudo totalmente original em Matemática. |
| Geometria Analítica - no espaço de duas dimensões | 1934 | No espaço de duas dimensões. Livro didático. Estudo dos sistemas de coordenadas. Estudo da reta e das curvas notáveis. |
| Matemática, Aritmética | 1950 | Série admissão. Livro didático. Edições Miniaturas. |
| Meu Caderno de Matemática | 1945 | Matemática para curso de admissão. Com prefácio do autor. Muitos de seus capítulos são iniciados por uma historieta que conduz o estudante, quase sem solução de continuidade, do campo da fantasia para a realidade atraente do cálculo, artifício que aviva a curiosidade dos jovens e lhes apresenta a aprendizagem da Matemática de maneira suave e amena. |
| O Mundo Precisa de Ti Professor | 1966 | Primeiras noções sobre a ética Profissional do Professor. Prefácio do Autor. Com trechos de Maria Junqueira Schmit, Gustave Thibon, Fulton Sheen e Maria Emília Alves Satiel. Muitos são os predicados deste livro. Cumpre-me, entretanto, sublinhar três desses predicados que são de alta valia para uma obra didática: simplicidade, clareza e utilidade. |
| O Problema das Definições em Matemática | 1965 | Prefácio do autor. Erros, dúvidas e curiosidades. Conceitos que não podemos definir. Como definir o tempo? Os princípios de Pascal. As definições e suas modalidades. Problemas relacionados com as definições. |
| O Professor e a Vida Moderna | 1966 | Casos, contos e comentários. Prefácio do autor. Estudo do método dos jograis com caderno dirigido. Figura nesse livro o famoso conto “O Professor e a Borboleta”. |
| Páginas do Bom Professor | 1969 | Trechos selecionados sobre Pedagogia, notas, conceitos e observações notáveis. Eis como se manifestou, em relação a esse livro, o célebre educador baiano Anísio Teixeira. Esta é uma Antologia diferente. Não é dos mestre oraculares e suas possíveis antecipações nos mistérios da Educação, mas admirável seleções dos pontos significativos do pensamento do educador e do professor. “Tudo neste livro é dos outros”, diz Malba Tahan no Prefácio; “tudo é dele”, direi eu, pois foi sua a escolha do trigo em meio ao joio, para oferecer-lhe, nestas páginas o panorama do possível consenso entremeado de lances das visões mais recentes do pensamento e das perspectivas dos educadores. |
| Roteiro do Bom Professor | 1969 | |
| Tábuas Completas (logarítimos e formulários) | S.D. | Logarítimos e formulários. Aritmética e Álgebra, Geometria e Trigonometria. Geometria Analítica. Cálculo Diferencial. Cálculo Integral. Prefácio do Autor |
| Técnicas e Procedimentos Didáticos no Ensino da Matemática | 1957 | Fatores que interferem no ensino da Matemática. Prefácio do autor. |
| Trigonometria Hiperbólica | 1932 | Estudo das funções hiperbólicas e suas aplicações. Tese para concurso. |
| Acordaram-me de madrugada | 1973 | Recordações de antigo aluno do Colégio Pedro II. |
| A Estrela dos Reis Magnos | 1967 | |
| A Girafa Castigada | S.D. | Conto infantil inspirado no Evangelho. |
| A Lua | 1955 | Astronomia dos Poetas Brasileiros. Com prefácio do autor. Estudo da Lua. Lendas e tradições sobre a Lua. A Lua e os mitos simbolismo da Lua. O folclore e a lua. A Lua e o luar na poética brasileira. Erros, crendices e superstições. A verdade sobre a lua. |
| Ainda não Doutor | 1967 | |
| Amigos Maravilhosos | 1935 | Novela infantil. Todos os episódios são ocorridos no interior do Ceará. Prefácio da Profa. Iva Waisvberg. Ilustração de F. Acquarone. |
| Belezas e Maravilhas do Céu | 1974 | |
| História Da Onça Que Queria Acordar Cedo | S.D. | Conto para criança. A sua finalidade precípua é ensinar ao pequenino leitor mais de cem vozes de animais. |
| O Bom Caminho | 1959 | Compêndio para educação moral e religiosa. Para o Curso Ginasial. Livro aprovado pela Igreja Católica. Prefácio do Autor. 2ª edição - Leituras morais e noções de Gramática para a 5ª série primária e para o Curso de Admissão. Extraído do livro anterior “O Bom Caminho”, para o Curso de Religião. |
| O Guia Carajá | 1947 | Lenda do sertão do Brasil. Com ilustrações de Calmon Barreto. Enriquecido com várias notas e explicações do Coronel Adil Guimarães, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. |
| O Inferno de Dante | 1947 | Dois volumes. Tradução anotada e Comentada sob a forma de narrativa. Precedido de um estudo sobre a Itália (período de Dante), pelo Prof. J. B. de Mello e Souza. Com ilustrações de Gustave Doré e vinhetas do Prof. Calmon Barreto. Os esquemas elucidativos são de autoria do Prof. Francelino de Araújo Gomes. Com a biografia completa de Dante Alighieri. |
| O Mistério do Mackensista | 1970 | Estranho caso policial verídico. Prefácio do Autor. Trata-se de um livro profundamente humano cuja finalidade é lutar com desassombro por uma causa nobre (reabilitação dos hanseniano). É livro que encerra muitas curiosidades revestidas do mais alto espírito de veracidade. Desfecho totalmente imprevisível. |
| Paca, Tatu... | 1939 | 1ª edição. Contos infantis. Ilustrações de F. Aquarone. 6ª edição. Nova edição ampliada. Contos infantis. Prefácio do autor. Ilustrações de Israel Cysneiros. Com um apêndice no qual figuram sugestões e indicações metodológicas sobre a Arte de Contar Histórias. Foi incluída na parte final a história, “História da Onça que queria acordar cedo”, na qual são estudadas as vozes dos animais. |
| Sob o Olhar de Deus | 1955 (2ª ed.) | Romance com ilustrações de Luís Câmara Teixeira Coelho e notas de Van Jafa e do Prof. Mário Martins. Problemas sociais e religiosos de alta profundidade são debatidos nesse romance que não poderá, de forma alguma, interessar às crianças. Mesmo em se tratando de obra estritamente moral, seus conceitos só podem ser assimilados por espíritos esclarecidos. |
| Matemática 1º Ano | 1932 (2ª ed.) | Com a colaboração de Cecil Thire |
| Matemática 2º Ano | 1932 (2ª ed.) | Com a colaboração de Cecil Thire |
| Matemática 3º Ano | 1936 | Com a colaboração de Cecil Thire |
| Exercício de Matemática 1º Ano | S.D. | Com a colaboração de Cecil Thire |
| Exercício de Matemática 2º Ano | S.D. | Com a colaboração de Cecil Thire |
| Exercício de Matemática 3º Ano | 1938 (4ª ed.) | Com a colaboração de Cecil Thire |
| Exercício de Matemática 4º Ano | S.D. | Com a colaboração de Cecil Thire |
| Exame de Admissão | 1934 | Com a colaboração de Cecil Thire |
| Exercício e Formulários de Geometria | S.D. | Com a colaboração de Cecil Thire |
| Curso de Matemática 1º Ano | S.D. | Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo |
| Curso de Matemática 2º Ano | 1940 (8ª ed.) | Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo |
| Curso de Matemática 3º Ano | 1930 (3ª ed.) | Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo |
| Curso de Matemática 4º Ano | 1933 | Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo |
| Curso de Matemática 5º Ano | 1936 | Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo |
| Matemática Ginasial 1º Série | 1943 | Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo |
| Matemática Ginasial 2º Série | 1943 | Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo |
| Matemática Ginasial 3º Série | 1944 | Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo |
| Exercícios de Matemática 5º Ano | S.D. | Com a colaboração de Cecil Thire e Euclides Roxo |
| Matemática Comercial | 1932 | Com a colaboração de Cecil Thire e Nicanor Lengruber |
| Matemática Financeira | S.D. | Com a colaboração de Cecil Thire e Nicanor Lengruber |
| Exercícios de Matemática Comercial | S.D. | Com a colaboração de Cecil Thire e Nicanor Lengruber |
| Tudo é Fácil | 1937 | Com a colaboração de Irene de Albuquerque |
| Diário de Lúcia | 1955 | Com a colaboração de Irene de Albuquerque |
| Matemática Fácil e Atraente | 1938 | Com a colaboração de Irene de Albuquerque |
| Apostilas de Didática Especial da Matemática | 1958 | Com a colaboração de Manoel Jairo Bezerra e Ceres Marques de Moraes |
| Pathimel | S.D. | Com a colaboração de Cecil Thire e Jurandir Paes Leme |
| Al-Karismi | Assunto: Recreações Matemáticas. | |
| Damião | Assunto: Revista dedicada a causa do reajustamento social do hanseniano. | |
| Lilavati | Assunto: Recreações Matemáticas. | |
| Mil Histórias sem Fim | 1956 | |
| A Caixa do Futuro | 1950 |
Biografia: Malba Tahan ou Júlio César de Mello e Souza (1111 - 1921)
Celebrizou-se como Malba Tahan. Foi um caso raro de professor que ficou quase tão famoso quanto um craque do futebol. Em classe, lembrava um ator empenhado em cativar a platéia. Escolheu a mais temida das disciplinas, a Matemática. Criou uma didática própria e divertida, até hoje viva e respeitada. Ainda está para nascer outro igual.
Exímio contador de histórias, o escritor árabe Malba Tahan nasceu em 1885 na aldeia de Muzalit, Península Arábica, perto da cidade de Meca, um dos lugares santos da religião muçulmana, o islamismo. A convite do emir Abd el-Azziz ben Ibrahim, assumiu o cargo de queimaçã (prefeito) da cidade árabe de El-Medina. Estudou no Cairo e em Constantinopla. Aos 27 anos, recebeu grande herança do pai e iniciou uma longa viagem pelo Japão, Rússia e Índia. Morreu em 1921, lutando pela libertação de uma tribo na Arábia Central.
A melhor prova de que Malba Tahan foi um magnífico criador de enredos é a própria biografia de Malba Tahan. Na verdade, esse personagem das areias do deserto nunca existiu. Foi inventando por outro Malba Tahan, que de certo modo também não existiu efetivamente: tratava-se apenas do nome de fantasia, o pseudônimo, sob o qual assinava suas obras o genial professor, educador, pedagogo, escritor e conferencista brasileiro Júlio César de Mello e Souza. Na vida real, Júlio nunca viu uma caravana atravessar um deserto. As areias mais quentes que pisou foram as das praias do Rio de Janeiro, onde nasceu em 6 de maio de 1895. Júlio César era assim, um tipo possuído por incontrolável imaginação. Precisava apenas inventar um pseudônimo, mas aproveitava a ocasião e criava um personagem inteiro.
Malba Tahan e Júlio César formaram uma dupla de criação que produziu 69 livros de contos e 51 de Matemática. Mais de dois milhões de exemplares já foram vendidos. A obra mais famosa, O Homem que Calculava, está na 38e edição. Com o seu pseudônimo, Júlio César propunha problemas de Aritmética e Álgebra com a mesma leveza e encanto dos contos das Mil e Uma Noites. Com sua identidade real, foi um criativo e ousado professor, que estava muito além do ensino exclusivamente teórico e expositivo da sua época, do qual foi um feroz crítico. "O professor de Matemática em geral é um sádico", acusava. "Ele sente prazer em complicar tudo." Um sucesso feito de trabalho duro, lances de esperteza e muita imaginação.
Um dos maiores incentivadores da carreira de Júlio César de Mello e Souza foi o seu pai, João de Deus de Mello e Souza. Ou, explicando melhor, a modesta mesada que seu pai lhe dava nos tempos de colégio. Funcionário do Ministério da Justiça e com uma escadinha de oito filhos para criar, João de Deus não podia fazer milagres. O dinheiro era contadinho. Para comprar uma barra de chocolate, por exemplo, o jovem Júlio César economizava na condução durante o final de semana.
As fumaças do gênio já começavam a desenhar o futuro Malba Tahan. A família já conhecia seu gosto pela literatura, mas tinha suas dúvidas:.. "Quando compunha uma historieta, era certo o Júlio criar personagens em excesso, muitos dos quais não tinham papel nenhum a desempenhar, dando-lhes nomes absurdos, como Mardukbarian, Protocholóski, Orônsio", conta o irmão mais velho do escritor, João Batista, no seu livro Meninos de Queluz, em que lembra a sua infância e a de Júlio César em Queluz, interior de São Paulo.
Mais velho, Júlio César aprendeu a lidar com o descrédito. Quando tinha 23 anos, e era colaborador do jornal carioca O lmparcial, entregou a um editor cinco contos que escrevera. A [papelada ficou jogada vários dias sobre uma mesa da redação. Sem fazer nenhum comentário, Júlio César pegou o trabalho de volta. No dia seguinte, reapareceu no jornal. Trazia os mesmos contos, mas com outra autoria. Em vez de J.C. de Mello e Souza, assinava R.S. Slade, um fictício escritor americano. Entregou os contos novamente ao editor, dizendo que acabara de traduzi-los e que faziam grande sucesso em Nova York. O primeiro deles, A Vingança do Judeu, foi publicado já no dia seguinte e na primeira página.
Júlio César aprendeu a lição e decidiu que iria virar Malba Tahan. Nos sete anos seguintes, mergulhou nos estudos sobre a cultura e a língua árabes. Em 1925, decidiu que estava preparado. Procurou o dono do jornal carioca A Noite, Irineu Marinho, fundador da empresa que se tornaria as atuais Organizações Globo. Marinho gostou da idéia. Contos de Mil e Uma Noites foi o primeiro de uma série de escritos de Malba Tahan para o jornal. Detalhista, Júlio César providenciou até mesmo um tradutor fictício. Os livros de Malba Tahan vinham sempre com a "tradução e notas do prof. Breno Alencar Bianco".
Júlio César viveu sem se dar conta do patrimônio cultural que construíra. Em um depoimento ao Museu da Imagem e do Som, declarou-se profundamente arrependido de não ter seguido a carreira militar, como queria seu pai. "Eu estaria hoje marechal, calmamente de pijama, em casa", imaginava. "Não precisaria estar me virando na vida."
Desde menino, Júlio César de Mello e Souza tinha suas manias. Algumas completamente malucas, como manter uma coleção de sapos vivos. Quando vivia em Queluz, às margens do Rio Paraíba do Sul, Júlio César chegou a juntar 50 sapos no quintal da sua casa. Um dos animais, o Monsenhor, costumava acompanhá-lo, aos saltos, por suas andanças na região. Adulto, o professor Júlio César continuou a coleção, dessa vez com exemplares de madeira, louça, metal, jade e cristal.
Outras preocupações eram bem mais sérias. Ele sempre se entregou de corpo e alma à causa das vítimas da lepra, os hansenianos. De cabeça aberta e sem preconceitos, Júlio César de Mello e Souza editou durante 10 anos a revista Damião, que pregava o reajustamento social desses doentes. A dedicação de Júlio César era tão grande que, no seu testamento, pediu que lessem, à beira do seu túmulo, uma última mensagem de solidariedade aos hansenianos.
Malba Tahan, o gênio da Matemática, foi um desastre completo nos números quando era o aluno Júlio César de Mello e Souza, do Colégio Pedro II, no Rio. Nessa época, seu boletim registrou em vermelho uma nota dois, em uma sabatina de Álgebra, e raspou no cinco, em uma prova de Aritmética.
Em sala de aula, Júlio César não dava zeros, nem reprovava. "Por que dar zero, se há tantos números?", dizia. "Dar zero é uma tolice:' O professor encarregava os melhores da turma de ajudar os mais fracos. "Em junho, julho, estavam todos na média', garantiu no depoimento ao Museu da Imagem e do Som.
Júlio César foi professor de História, Geografia e Física até dedicar-se à Matemática. Sua fama como pedagogo se espalhou e ele era convidado para palestras em todo o país. A última foi em Recife, no dia 18 de junho de 1974, quando falou para normalistas sobre a arte de contar histórias. De volta ao hotel, sentiu-se mal e morreu, provavelmente de enfarte.
Exímio contador de histórias, o escritor árabe Malba Tahan nasceu em 1885 na aldeia de Muzalit, Península Arábica, perto da cidade de Meca, um dos lugares santos da religião muçulmana, o islamismo. A convite do emir Abd el-Azziz ben Ibrahim, assumiu o cargo de queimaçã (prefeito) da cidade árabe de El-Medina. Estudou no Cairo e em Constantinopla. Aos 27 anos, recebeu grande herança do pai e iniciou uma longa viagem pelo Japão, Rússia e Índia. Morreu em 1921, lutando pela libertação de uma tribo na Arábia Central.
A melhor prova de que Malba Tahan foi um magnífico criador de enredos é a própria biografia de Malba Tahan. Na verdade, esse personagem das areias do deserto nunca existiu. Foi inventando por outro Malba Tahan, que de certo modo também não existiu efetivamente: tratava-se apenas do nome de fantasia, o pseudônimo, sob o qual assinava suas obras o genial professor, educador, pedagogo, escritor e conferencista brasileiro Júlio César de Mello e Souza. Na vida real, Júlio nunca viu uma caravana atravessar um deserto. As areias mais quentes que pisou foram as das praias do Rio de Janeiro, onde nasceu em 6 de maio de 1895. Júlio César era assim, um tipo possuído por incontrolável imaginação. Precisava apenas inventar um pseudônimo, mas aproveitava a ocasião e criava um personagem inteiro.
Malba Tahan e Júlio César formaram uma dupla de criação que produziu 69 livros de contos e 51 de Matemática. Mais de dois milhões de exemplares já foram vendidos. A obra mais famosa, O Homem que Calculava, está na 38e edição. Com o seu pseudônimo, Júlio César propunha problemas de Aritmética e Álgebra com a mesma leveza e encanto dos contos das Mil e Uma Noites. Com sua identidade real, foi um criativo e ousado professor, que estava muito além do ensino exclusivamente teórico e expositivo da sua época, do qual foi um feroz crítico. "O professor de Matemática em geral é um sádico", acusava. "Ele sente prazer em complicar tudo." Um sucesso feito de trabalho duro, lances de esperteza e muita imaginação.
Um dos maiores incentivadores da carreira de Júlio César de Mello e Souza foi o seu pai, João de Deus de Mello e Souza. Ou, explicando melhor, a modesta mesada que seu pai lhe dava nos tempos de colégio. Funcionário do Ministério da Justiça e com uma escadinha de oito filhos para criar, João de Deus não podia fazer milagres. O dinheiro era contadinho. Para comprar uma barra de chocolate, por exemplo, o jovem Júlio César economizava na condução durante o final de semana.
As fumaças do gênio já começavam a desenhar o futuro Malba Tahan. A família já conhecia seu gosto pela literatura, mas tinha suas dúvidas:.. "Quando compunha uma historieta, era certo o Júlio criar personagens em excesso, muitos dos quais não tinham papel nenhum a desempenhar, dando-lhes nomes absurdos, como Mardukbarian, Protocholóski, Orônsio", conta o irmão mais velho do escritor, João Batista, no seu livro Meninos de Queluz, em que lembra a sua infância e a de Júlio César em Queluz, interior de São Paulo.
Mais velho, Júlio César aprendeu a lidar com o descrédito. Quando tinha 23 anos, e era colaborador do jornal carioca O lmparcial, entregou a um editor cinco contos que escrevera. A [papelada ficou jogada vários dias sobre uma mesa da redação. Sem fazer nenhum comentário, Júlio César pegou o trabalho de volta. No dia seguinte, reapareceu no jornal. Trazia os mesmos contos, mas com outra autoria. Em vez de J.C. de Mello e Souza, assinava R.S. Slade, um fictício escritor americano. Entregou os contos novamente ao editor, dizendo que acabara de traduzi-los e que faziam grande sucesso em Nova York. O primeiro deles, A Vingança do Judeu, foi publicado já no dia seguinte e na primeira página.
Júlio César aprendeu a lição e decidiu que iria virar Malba Tahan. Nos sete anos seguintes, mergulhou nos estudos sobre a cultura e a língua árabes. Em 1925, decidiu que estava preparado. Procurou o dono do jornal carioca A Noite, Irineu Marinho, fundador da empresa que se tornaria as atuais Organizações Globo. Marinho gostou da idéia. Contos de Mil e Uma Noites foi o primeiro de uma série de escritos de Malba Tahan para o jornal. Detalhista, Júlio César providenciou até mesmo um tradutor fictício. Os livros de Malba Tahan vinham sempre com a "tradução e notas do prof. Breno Alencar Bianco".
Júlio César viveu sem se dar conta do patrimônio cultural que construíra. Em um depoimento ao Museu da Imagem e do Som, declarou-se profundamente arrependido de não ter seguido a carreira militar, como queria seu pai. "Eu estaria hoje marechal, calmamente de pijama, em casa", imaginava. "Não precisaria estar me virando na vida."
Desde menino, Júlio César de Mello e Souza tinha suas manias. Algumas completamente malucas, como manter uma coleção de sapos vivos. Quando vivia em Queluz, às margens do Rio Paraíba do Sul, Júlio César chegou a juntar 50 sapos no quintal da sua casa. Um dos animais, o Monsenhor, costumava acompanhá-lo, aos saltos, por suas andanças na região. Adulto, o professor Júlio César continuou a coleção, dessa vez com exemplares de madeira, louça, metal, jade e cristal.
Outras preocupações eram bem mais sérias. Ele sempre se entregou de corpo e alma à causa das vítimas da lepra, os hansenianos. De cabeça aberta e sem preconceitos, Júlio César de Mello e Souza editou durante 10 anos a revista Damião, que pregava o reajustamento social desses doentes. A dedicação de Júlio César era tão grande que, no seu testamento, pediu que lessem, à beira do seu túmulo, uma última mensagem de solidariedade aos hansenianos.
Malba Tahan, o gênio da Matemática, foi um desastre completo nos números quando era o aluno Júlio César de Mello e Souza, do Colégio Pedro II, no Rio. Nessa época, seu boletim registrou em vermelho uma nota dois, em uma sabatina de Álgebra, e raspou no cinco, em uma prova de Aritmética.
Em sala de aula, Júlio César não dava zeros, nem reprovava. "Por que dar zero, se há tantos números?", dizia. "Dar zero é uma tolice:' O professor encarregava os melhores da turma de ajudar os mais fracos. "Em junho, julho, estavam todos na média', garantiu no depoimento ao Museu da Imagem e do Som.
Júlio César foi professor de História, Geografia e Física até dedicar-se à Matemática. Sua fama como pedagogo se espalhou e ele era convidado para palestras em todo o país. A última foi em Recife, no dia 18 de junho de 1974, quando falou para normalistas sobre a arte de contar histórias. De volta ao hotel, sentiu-se mal e morreu, provavelmente de enfarte.
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